Utilização de Plástico Reciclado na Construção

Atualmente o mundo consome 583,5 biliões de unidades de garrafas PET por ano, onde Estados Unidos, China, Índia e Brasil lideram a lista. Baseado nestes números, têm vindo a ser desenvolvidas novas formas de incorporar o plástico reciclado, em materiais ou sistemas construtivos, que possam ser aplicados no campo da construção civil.

Os campos de aplicação testados vão, desde a utilização deste produto como elemento termoacústico em paredes, substituto da areia, ou como componente para a fabricação de cofragens para elementos de betão armado.

O polímero termoplástico pode também ser utilizado como agregado na fabricação de blocos de betão não estruturais. Há também que considerar que o material reciclado do Polietileno Tereftalato (nomenclatura química que dá origem ao termo PET) já é utilizado na fabricação de produtos hidráulicos, como torneiras, tubos e conexões, e na decoração, através de carpetes.

Uma das inovações chega-nos dos Estados Unidos, onde estão a ser desenvolvidas novas formas de utilizar as garrafas PET: elas são conhecidas pela sigla ICF (Insulating concrete forms), numa tradução menos literal, podem ser chamadas de cofragens que isolam o betão.

O material tem sido usado na construção de casas e pequenos edifícios (até 4 pavimentos), e ao contrário das cofragens tradicionais, as ICFs não são retiradas após a cura do betão. Este fica encapsulado dentro das estruturas plásticas, garantindo assim, o acabamento e conferindo propriedades termoacústicas e impermeabilizantes às paredes.

Para se ter uma ideia, em 2018, a utilização destes sistemas construtivos movimentaram 1,04 biliões de dólares nos EUA, tendo em 2019 chegado a 1,56 biliões, esperando-se um  crescimento de 5,1% em 2020.
 
Este sistema apresenta como vantagens, um rendimento superior devido ao menor peso das cofragens, facilitando assim o seu manuseamento. Devido ao facto deste sistema já ter as armaduras incorporadas, basta ao construtor aplicar o betão nas cofragens e aguardar pela sua cura, erguendo de seguida as paredes, como se estivesse a montar um “Lego”, reduzindo assim os custos de mão-de-obra e otimizando os prazos de construção.
 
 
 
Site pesquisado: https://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/construcao-civil-amplia-uso-de-pet-reciclado-em-obras/
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