CIMENTO SOLAR – A LUZ A SEUS PÉS!

A procura de alternativas aos combustíveis fósseis, construindo cidades para um futuro ecologicamente sustentável, foi o tema para que o pesquisador Dr. Rubio, da Universidade de Michoacan de San Nicolas Hidalgo, no México, criasse o cimento fluorescente, capaz de brilhar no escuro.

Este tipo de cimento é capaz de absorver luz solar suficiente para se manter “aceso” durante 12 horas, sendo capaz de iluminar caminhos, trilhos e possivelmente até estradas.



O pesquisador explicou qual a lógica por detrás dessa invenção. O cimento é um pó que, ao ser adicionado à água, se dissolve. Neste momento, o material começa a assemelhar-se a um gel muito forte e resistente, ao mesmo tempo que são formados flocos cristalinos, embora estes sejam totalmente indesejados.

Para resolver o problema da eliminação dos flocos, deixando o cimento na forma de gel, Rubio dedicou-se à mudança da estrutura deste material, através da absorção da energia do sol, com a devolução ao meio ambiente sob a forma de luz. Este cimento “brilhante” é feito com base em areia e argila, tendo como único resíduo, o vapor de água.

O cimento consegue absorver a energia do sol durante todo o dia, para permanecer iluminado até 12 horas. Além disso, o pesquisador explica que é possível controlar a intensidade da luz, para evitar que o brilho atrapalhe ciclistas e motoristas, podendo o material ser azul ou verde.



Como o material está a ser patenteado, o pesquisador não revela a sua formulação, nem dados sobre a sua resistência.
A tecnologia está em fase de adaptação para comercialização e os cientistas também estudam a sua inclusão em gesso e noutros produtos da construção civil, como alternativa natural para reduzir o consumo de energia elétrica na iluminação de ambientes.

Dificuldades

Segundo Rubio, o maior problema enfrentado no processo foi o facto do cimento ser um corpo opaco, que não permite a passagem de luz para o seu interior. Foi então necessário um estudo mais profundo e diversas experiências até que a solução fosse encontrada.

Vantagens

A ideia é que o cimento que brilha possa melhorar a sinalização de ruas e estradas, bem como servir de efeito decorativo em calçadas e praças.
Dependendo do trabalho deste pesquisador, que estuda o cimento há nove anos, as estradas podem não vir a precisar mais de iluminação.
Enquanto os materiais fluorescentes existentes – geralmente plásticos – deterioram-se rapidamente devido à ação da luz ultravioleta, Rubio garante que, o material emissor de luz incorporado no cimento pode durar até 100 anos.

Fontes: Inovação Tecnológica; Notícias ao Minuto; Ciclo Vivo